2/12/2009
AP FREITAS
A crise que temos no mundo a crise não é somente financeira, antes é de caráter! No Brasil e, em muitas partes do mundo, conquista-se pelo carisma - que é chama que brilha e engana - enquanto o caráter - este sim, mostra quem é a pessoa - nem sempre é avaliado a tempo de ser evitado e tratado. Ao ver tantos escândalos nos palácios de Brasília e em outros lugares do mundo, podemos recordar, (conforme texto que enviou um amigo), um grande pregador da época do Brasil colônia, padre Antônio Vieira, em um dos seus célebres sermões, onde ele diz: “Não são ladrões os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões, que mais própria e dignamente merecem este título, são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor, nem perigo: os outros, se furtam, são enforcados, estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: “LÁ VÃO OS LADRÕES GRANDES ENFORCAR OS PEQUENOS”. Ditosa a Grécia, que tinha tal pregador. E mais ditosas as outras nações se nelas não padecera a justiça as mesmas afrontas. Quantas vezes se viu em Roma ir a enforcar um ladrão por ter furtado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo um cônsul, um ditador por ter roubado uma Província. E quantos ladrões teriam enforcado estes mesmos ladrões triunfantes? De um chamado Seronato disse com discreta contraposição Sidônio Apolinário: Seronato está sempre ocupado em duas coisas: em castigar furtos, e em os fazer. Isso não era zelo de justiça, senão inveja. Queria tirar os ladrões do mundo, para roubar ele só.” Parece que em dias o lema reinante é "quanto pior, melhor", e para se esconder um mal sempre aparece outro maior. É incrível, quando achamos que já vimos de tudo, surge algo mais perverso e nauseabundo! E assim, tanta indignação parece pouca, ineficaz e ineficiente, primeiro porque não surte o efeito desejado. Segundo, porque, em si mesma, é fumaça que não produz fogo. E, finalmente, porque aqueles que se esbaldam com a ré-pública não se assustam mais com mera insatisfação. Aos cães raivosos, gritos não bastam. Há que se sacrificá-los! Não estou fazendo um convite à violência, nem à anarquia, pois como ministros de Deus devemos amar o pecador, mas sempre abominar todas as formas de pecado, venham de onde vier - desde os altos palácios até os mais simples vilarejos. O que fazer, então? calar a nossa voz,nunca! pois, as pedras já estão clamando! mas, precisamos fazer mais. Temos que formar opinião, criar uma mente e uma consciência cívica e ética que se oponha a isso tudo. Onde estão os cara pintadas? hoje o que temos são os de coração sangrando, tantas são as feridas. Se Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, voltasse hoje para resolver esta questão, o que ele faria? a quem chamaria para ir com ele? onde faria o seu púlpito? onde usaria o seu chicote, como fez em Jerusalém com os vendilhões do templo? O desafio é grande...mas, para tempos de crise são necessárias medidas extremas, muita coragem e muitas pessoas de bom coração, mas, acima de tudo, de muito caráter! Que o Senhor Deus continue a nos ajudar. Ap Freitas.


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